quarta-feira, 17 de setembro de 2008

minutos de frivolidade: I

O que mais me incomoda nas ciências naturais
É o jeito europeu de falar dos aspectos mais ocultos
De nossas intimidades profundas.

Mais ainda quando se trata das vergonhas dos preás e das pererecas
Das orquídeas e das samambaias.

O desejo ocidental de ser dono do mundo
E disfarçar, com toneladas de classificações taxionômicas,
A completa incapacidade de perceber as coisas.

Pergunte a um índio o que é uma árvore
A um hindu, pergunte o que é uma vaca.
Pergunte o mesmo a um sertanejo
E depois a um marajoara.

Eis que teremos respostas das mais interessantes
Às quais não se igualam em precisão
As inferências rigorosas da ciência ocidental.

4 comentários:

João de Freitas disse...

Fala André! Parabéns pelo blog, já está na minha lista!
Desejo incontáveis zilhões de segundos reavaliados para você! E espero os próximos. Abraço, João.

thiagoaquino disse...

Fala, irmão!! Parabéns pelo début internético!! Façamos um coquetel de bits para comemorar!

Abração!!

Carlos disse...

Parabéns André. Nessa época de caça ao big bang (e no Rio fuga), voce está aumentando o tamanho de sua comunicação ou grito.

Andre Luis do Nascimento disse...

Fala André! hehehehehe sabia que com a iniciativa iria ganhar um parceiro! Ainda estou no frenesi absoluto de campanha. Faltam 14 dias. Prometo atualizar meu blog logo em seguida e mantê-lo assim. Aliás, quanto ao texto, que é o que interessa, meus parabéns. A poesia daboísta (que não é dabesta) mantém-se linda, sutil e sincera. Abraços.