domingo, 21 de setembro de 2008

minutos de frivolidade: IV


A literatura de auto-ajuda
De nada vale aos que realmente carecem de ajuda.

Serve, antes, à vaidade afetada
Dos que precisam pensar sobre si mesmos
Como assolados pelas piores desgraças.
Estes que têm vergonha de saber
Que para eles
A vida passará tranqüila
Como uma tarde em Paquetá
Em meio de semana.

As multidões de crianças descalças
Correndo seminuas
Pelas noites insones,
Que arrumem
Uma literatura que lhes dê alento.

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