sábado, 27 de setembro de 2008

minutos de frivolidade: VI


Acabo de me enganar.

Para adiantar o serviço de amanhã,
Assinei os últimos papéis do expediente de hoje
Com a data do dia seguinte.

Acabado o expediente,
Sem que houvesse necessidade alguma,
Fiz o mesmo com o último poema
Que escrevi agora há pouco.

Significaria tal engano
Um desejo inconsciente
De adiantar os versos de amanhã?

Seria o burocrata
Fingindo de poeta?

Eis um devaneio de escritório
(Quem diria?)

Tornado um vôo de escritor.

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