sábado, 18 de outubro de 2008

outras aventuras: o intérprete


(foto: Thiago Aquino)

O técnico da seleção japonesa de futsal era um brasileiro que não falava japonês. Os jogadores japoneses, por sua vez, não falavam português nem inglês. A linguagem gestual serviu ao técnico durante os treinos, mas a preparação para o mundial requeria comunicação mais fina.

Contratou-se, então, um intérprete. O técnico transmitia as instruções em português ao intérprete que as retransmitia em bom japonês ao grupo. Os treinos davam a impressão de que a equipe do Japão estava pronta.

A estréia, contudo, foi um desastre. O treinador se esforçou para orientar o time, até perder a voz. Suas ordens pareciam ser ignoradas. 8 x 0 para a China foi o placar final do confronto.

Mais tarde descobriu-se que o intérprete era, na verdade, um agente chinês infiltrado que inverteu tudo o que o técnico tentou comunicar aos jogadores.

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