sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

minutos de frivolidade: XVIII


(foto: thiago aquino)

Para dar de comer aos olhos
Basta uma curta viagem de ônibus

O que chamamos de paisagem
Passa em uma narrativa fresca e vertiginosa
Que repuxa fios soltos
De muitos pequenos acidentes.

Cai uma chuva.

Veios diagonais
Deixam as imagens estriadas
E tudo fica liquefeito.
Vemos o mundo, então,
Através do leito de um rio.

Passada a chuva,
Vem um sono gostoso.
Os olhos fazem a sesta
Em um cochilo que é só estrada e cegueira.

Passado o sono,
Vem o ponto de chegada.

Resta olhar entre frestas
Com olhos de peregrino.

Resta aparar as arestas
Entre projeto e destino.

3 comentários:

Thiago Herzog disse...

Adorei amigo...

rafael disse...

passear olhos... deriva dois e vinte? bonito, meu caro, lindo.
abraços, maieiro.

André D'Abô disse...

thiago,
fico feliz que tenhas gostado.

maieiro,
é muito bom tê-lo por aqui... compartilhar estes textos contigo tem um tom confidente para mim.
um abraço e espero que esteja sempre por aqui.