terça-feira, 17 de março de 2009

outras aventuras: o chafariz II


(foto: thiago aquino)

Mais uma vez, eu, de passagem,

Sento para ver o chafariz da praça Santos Dumont.
Não sei o que há com esse chafariz que me chama a atenção.
Talvez seja como todos os outros.

Mas as águas dançando em roda, os floreios ao sopro do vento,
Criam um tempo à parte da praça, dos carros em movimento.
E vale que o chafariz é música que os homens fazem
Para não se esquecerem do som de um rio que passa.

E vale que as crianças, assim como os velhos, gostam dos chafarizes.
Porque as crianças e os velhos são os que não se esquecem
Da urgência que o tempo tem e que nós, adultos, esquecemos.
Acho que gosto dos chafarizes porque as crianças e os velhos gostam deles.

Ontem, eu lamentava por não poder me banhar na água fresca do chafariz.
Hoje me basta deitar meus olhos sobre ele.
E ver através das águas as pessoas passando.
Um pai que joga bola com seus filhos nesta manhã de sábado.

O chafariz... já sei! É o poema que fica no meio da praça.

2 comentários:

Camolas disse...

Também gosto de chafarizes, dão de beber às aves e aos andarilhos

André D'Abô disse...

caro camolas,
bom que tenhas também este gosto... dar de beber às aves e aos andarilhos... não tinha pensado nesta tarefa fundamental dos chafarizes. obrigado pelo comentário e por ter completado o sentido do texto.
um abraço.