domingo, 23 de agosto de 2009

minutos de frivolidade: XXV


(foto: thiago aquino)

Avistava no espelho meu olho
Como eu estivesse a ver
Aquilo que me via.

Havia, de repente, a necessidade
De uma frase que pudesse
Diluir a frágil sentença
Que ocultava tão grande mistério:
"É o oho que vê".

Esta esfera úmida
E amarronada
Que me dá de ver.

Ela mesma que me oferta
A visão da esfera úmida
E amarronada.

Seria apenas esse
O crime do espelho:
Tornar a visão
Em coisa vista?

3 comentários:

Thiago Aquino disse...

Ah, caro amigo! Estava com saudade de seus minutos!

Abraço!!!!

Camolas disse...

A conciência como testemunha???

André D'Abô disse...

caro thiago:
espero que as saudades estejam mais amenas.

caro camolas:
bom tê-lo por aqui. eis uma boa pergunda para prosseguirmos com as indgações.