sábado, 20 de fevereiro de 2010

minutos de frivolidade: XXXII




Um muro é um muro
aqui ou no Arizona
lá ou em Port-au-Prince.
Ergue-se diante dos olhos.
Separa dentro e fora.
Veste cores constrangedoramente pálidas.

Um muro é um muro
em São Cristóvão ou em Santa Marta.
Lá, ou no 6ème arrondissement.
A maior medida da menor distância
a mão, espalmada
o não, impronunciado.

Um muro é um muro.
Pois é o que foi
e o que há de ser.
Caiado ou coberto de heras
erguido pedra por pedra.
A presença que não se pode ver.

Um pronome irremovível
entre eu e você.

6 comentários:

isis disse...

Que bom que existem muros intransponíveis e aqueles que podemos remover...
Isis

André D'Abô disse...

removamos, então, os removíveis!
bj.

Pata Negra disse...

Alô! Alô! André d'Abô! Alô Brasil! O oceano não é um muro e os muros derrubam-se!
Um abraço sem fronteiras

André D'Abô disse...

caro pata:
sempre grata a sua presença! que caiam os muros: os daqui e os daí!
abraços!

Life disse...

Vc anda belamente inspirado! Elas estao lindas...

André D'Abô disse...

bons ventos sopram, marianna.
abração.