domingo, 11 de abril de 2010

minutos de frivolidade: XXXIV




Desejo de vestir
tudo com todo;
que é mais
despir, revelar.
Arreganhar bordas,
abandonar a vontade
de medir;
que é mais fastio
que atividade.
Se o cansaço
dos séculos
cabe neste sarro
é questão superada,
virada do avesso,
chupada como laranja.

3 comentários:

Camolas disse...

O silêncio!
Não será o comentário mais justo para a poesia???

Pata Negra disse...

Já bebi um pouco do poema. Sim, porque um poema nunca se bebe todo, tem sempre algum líquido escondido.
Um abraço e ainda não me esqueci do alecrim

André D'Abô disse...

bebidos, apreciados, silenciados; estes poeminhos têm mais sentido a cada vôo transatlântico que aqui os trazem.
abraços, amigos (de certa forma, acho que já os posso chamar assim)