sexta-feira, 8 de outubro de 2010

minutos de frivolidade: XL


Ressequido. Opaco.
Fosco. Morto
como madeira morta.
Os braços cruzados
sobre o peito.
Laços
do fardo. Do resto.
Áridas estrias
ligavam o pescoço
às orelhas pálidas,
baldias.
Da boca aberta, arreganhada,
eu via os dentes
que respondiam,
em pretérito imperfeito,
pelas manchas de fumo
preservadas.
Tuas narinas me espreitavam
sobre os ombros.
E só as frontes
Vistas de soslaio
Mantinham algum viço.

Meus olhos meio cegos
buscavam, pai, algum indício teu
naqueles escombros.

Nada.

Só o tempo corria
debaixo de meus pés
adormecidos.


3 comentários:

Pata Negra disse...

Paz à sua alma! Ganda filho!
Um abraço da serra de aire

damadespadas disse...

E por fim o descanso!

André D'Abô disse...

grande pata,
a paz vai sendo tecida fio a fio... mas já faz rede e cama para dormir.
abraços daqui!

dama de espadas,
sim, é disso que se trata. obrigado pela visita. volte sempre.