terça-feira, 5 de julho de 2011

minutos de frivolidade: LII




Suas mãos,
quentes e pequenas,
são um mistério do tempo,
e tocam minhas costas
com nossas adolescências
encobertas
mas reveladas
em nossos ritos
profanos, cotidianos.

De mãos dadas
e olhos fechados
brincamos de adivinhar
o que a vida
nos reserva
e o que preparamos
em retribuição.

Quando rimos juntos
e, de rir,
trocamos carinhos,
dizemos ao pé do ouvido
um segredo muito antigo:
a promessa
de que iremos
rejuvenescer.

A cada dia,
uma luta vencida
por nosso reino;
tantas vezes
reconquistado.

2 comentários:

Diego Elias disse...

Legal, gostei do poema.

Diego Elias
http://portifoliogradfisica.blogspot.com/

♥Ana Medeiros disse...

OMG seus poemas são perfeitos!