quarta-feira, 10 de agosto de 2011

minutos de frivolidade: LIV



O que busco
ora é moldura
ora é estilo;
às vezes é destino,
outras, danação;
umas vezes é busca mesmo,
outras, preguiça pura;
gesto ou trejeito;

Um lugar para encostar o espírito
como um casaco surrado
se pendura num cabide
tão íntimo, tão conhecido;
como se, junto com o chapéu,
eu pusesse a cabeça
entre outros guardados
e minhas costas desoneradas
pudessem sentir, pela primeira vez,
uma superfície macia
e eu, finalmente,
adormecesse.


3 comentários:

abuelitapeligrosa.blogspot.com disse...

Por onde anda
tua poesia?
Nas letras
de algum livro,
ou nos guardados
de tuas gavetas,
nos meandros
de tua memória?
Tua poesia
é maior que um blog.
Tua poesia colou-se
aos escaninhos
de minha memória
e aqui sempre voltarei
em busca de emoção estética.

[A tentativa malograda de fazer poesia é para dizer-te: simplesmente LINDA.}

abuelitapeligrosa.blogspot.com disse...

Amei tua poesia.

André D'Abô disse...

muito obrigado! isso renova os ares desse caderno de poemas.
abraços!